"PARA QUE TUDO NÃO SE DESMANCHE NO AR"

terça-feira, 31 de julho de 2012

Provérbios de Agosto


Em Agosto, palhas ao palheiro, meninas ao candeeiro.”

“Quem em Março come sardinha, em Agosto lhe pica a espinha.”

“Nem em Agosto caminhar, nem em Dezembro marear.”


“Em Agosto toda a fruta tem seu gosto”


" Quem dormir ao sol de Agosto, passa por desgosto."


domingo, 29 de julho de 2012

Igreja Senhor Bom Jesus dos Aflitos


Igreja Senhor Bom Jesus dos Aflitos



    A Igreja Matriz Bom Jesus dos Aflitos é considerada a segunda construção mais antiga de Porto Belo, sua 
capela foi erguida em 1814. Foi feita em alvenaria e argamassa à base de óleo de baleia,(pode-se apreciar a 

parede na parte posterior da Igreja,com acesso pelo cemitério) na edificação foi utilizada mão de obra 

escrava.As paredes,medem cerca de 1,50 metros de espessura.É um dos principais atrativos culturais do 

município.

Ilha de Porto Belo

A Ilha de Porto Belo tem um longo histórico de ocupação humana. Os petroglifos existentes na “Pedra da Cruz” são vestígios dos primeiros habitantes da região (povos neolíticos) e datam de mais de quatro mil anos atrás (foto 3). Segundo crença popular, no século 19, quando os jesuítas foram expulsos do Brasil, enterraram na ilha uma imagem de um anjo de ouro. Naquela época, a população local acreditava que as inscrições rupestres podiam ser o mapa que levava ao tesouro ou que ele estava escondido sob a pedra. Hoje, as inscrições podem ser observadas na caminhada pela trilha ecológica.
No entanto, a partir do século 18 a história da ilha aparece em pesquisas de registros oficiais da região, isso por volta de 1703, quando os primeiros colonizadores, vindos da portuguesa Ericeira, chegaram ao local denominado de Enseada das Garoupas, hoje Porto Belo.
Mapa manuscrito de 1777 (foto 5), por exemplo, arquivado na Fundação Biblioteca Nacional, sob o registro de “Plano Verdadeiro da Enseada das Garoupas”, na latitude 27°10', aponta que neste período a ilha já era ocupada pelo Alferez José Francisco Rebello que a vendeu, em 1813, para o Sargento Manoel Duarte da Silveira. Nessa época, a ilha era conhecida como Ilha Bella das Garoupas.
Outro documento, de lançamento das terras da ilha no Livro de Registro de Terras (foto 7), a cargo dos vigários, foi feito em 21 de abril de 1856, pelo então proprietário, João da Cunha Bittencurt, que comprou a ilha em 1826, na cidade de Desterro (atual Florianópolis) por 600 mil réis.
Oficialmente, a ilha tem o nome de João da Cunha, conforme Planta Hidrográfica da Enseada de Porto Belo (foto 2), levantada e desenhada, em 1864, pelo Comandante D'Armada, Antônio Luiz Von Hoonholtz que, futuramente, se tornaria o Barão de Teffé, depois de participação vitoriosa na Guerra do Paraguai. O documento, que aponta a ilha com a denominação de “Ilha do João da Cunha”, faz parte do acervo do Arquivo Nacional.Na época, a pesca da baleia foi uma das atividades econômicas que impulsionou a Capitania de Santa Catarina (foto 6). Era um monopólio real concedido pela Coroa Portuguesa a ricos comerciantes que, sobrecarregados de impostos pelo Erário Real – a administração fiscal portuguesa – arrematavam o direito de explorar a pesca e industrializar o produto por determinado prazo. João da Cunha Bittencurt construiu na ilha uma armação baleeira clandestina para retirar o óleo de baleia que era repassado a José Vieira Rebelo, responsável por sua industrialização e comercialização em Porto Belo. No povoado, o óleo era utilizado principalmente na iluminação pública e na construção civil como liga de argamassa. Décadas mais tarde, os herdeiros de João da Cunha Bittencurt venderam a ilha para João Eufrásio de Souza Clímaco, professor da comunidade de Araçá, comerciante e primeiro intendente do município de Porto Belo.
 Em 1953, Ernesto Stodieck Jr. e a esposa, Vera, adquiriram a ilha, já com o objetivo de transformá-la num recanto de lazer e preservação da natureza (foto 4). Mas, foram seus netos, em 1994, que deram início ao projeto do empreendimento que, hoje, é um dos mais procurados destinos turísticos do litoral centro-norte de Santa Catarina.1 e 2
3 e 4
5 e 6

7

quinta-feira, 26 de julho de 2012


sábado, 14 de julho de 2012


sexta-feira, 13 de julho de 2012





quinta-feira, 28 de junho de 2012

SANTO REIS

Por: Grupo de Terno de Reis de PB

I
Bate asa e canta o galo
Uma estrela brilhou
Estava na hora marcada
Santo Reis aqui chegou.

Não era eu
Era o Rei do mundo inteiro
O filho do carpinteiro
Que nasceu lá em Belém

II

25 de dezembro
Quando o galo deu sinal
Nasceu menino Deus
Numa noite de Natal

CANTIGAS / RATOEIRA

Por: Anísia Machado

Ratoeira bem cantada faz chorar,faz padecer
Também faz um triste amante do meu amor esquecer.

Eu entrei na ratoeira,mas não foi para cantar,
Porque quem meu coração queria,na ratoeira não está.

Choveu no enxuto,choveu no molhado
Choveu no meu peito,meu cravo encarnado.

Choveu no molhado,choveu no enxuto
Choveu dentro no meu peito,na flor do catuto.

Meu ramo de malva,meu manjericão
Dá três pancadinhas no meu coração.

PORTO BELO / FATOS E LENDAS

FANTASMA MEXICANO

   Contam os antigos que em noite de lua cheia,quem tinha  coragem de passar pelo morro de Zimbros a pé,era assombrado por um fantasma que aparecia no barranco e usava um grande chapéu,sendo que por este motivo  recebeu o nome de fantasma mexicano.
   Cavaleiros ao chegar ao topo do morro,tinham seus cavalos assustados e voltavam correndo.Muitos conseguiam passar e nada viam,porém por muitos anos falaram com medo do fantasma.
   Certo dia o Sr Arno Guerreiro,homem valente,juntou umas 20 pessoas e disse que iria acabar com o fantasma.Todos receosos o seguiram,quando chegaram perto do local,pararam e olhavam ansiosos o Sr.Arno seguir caminho a dentro do mato.Assustados viram a sombra do fantasma no barranco e pouco depois uma sombra de facão,que num golpe só, degolou o fantasma,caindo sua cabeça.   Todos voltara para casa felizes,agradecendo o valente Sr Arno.
   Anos se passaram e a fama de ter degolado um fantasma nunca foi esquecida,porém a pouco tempo ele mesmo esclarece o fato.Contou que foi durante o dia até o morro,entrou no mato e percebeu que a tal cabeça com chapéu, só poderia ser a sombra de uma grande folha de bananeira refletida pela lua no barranco.A noite,pegou seu facão,chamou as pessoas e cortou a folha,eles viram de longe as sombras e pensaram que era de um fantasma.
   O medo faz muitas coisas......cuidado......

domingo, 3 de junho de 2012

05 DE JUNHO - DIA DO MEIO AMBIENTE

Orcas em Bombinhas Santa Catarina - Patadacobra Adventures - 07 fevereiro 2012






FAMÍLIA É TUDO DE BOM....

TRÊS GERAÇÕES



ROBERTO MARTINHO DE SOUZA

LEMBRANÇAS DE UMA VIDA PAROQUIAL

O relato de quem vive com amor pela igreja ao tocar um sino que convida a oração e a fé

   É no ritmo do tocar de um sino que iniciaremos a história da Igreja Matiz da Paróquia Senhor Bom Jesus dos Aflitos,contada por Roberto Martinho de Souza,o popular "tocador do sino".
   Com semblante alegre,em meio a milhares de brincadeiras,ele relata detalhes quem nem mesmo um historiador recordaria,por exemplo,sobre a iluminação da igreja."sempre antes das celebrações no período noturno baixavam-se os suportes,hoje lustres,e acendiam-se várias velas,uma a uma,que ficavam encaixadas dentro dele,depois subiam novamente.Durante quatro anos a mando do meu pai raspei as ceras que caiam no chão da igreja".
   Outro fato que recorda,esse marcou na memória dos moradores do município,foi a queima das imagens em 2002.Um rapaz após ter um sonho estranho,esteve na paróquia,juntou todas as imagens,assim como hóstias já consagradas,colocou-as sobre o altar e as queimou.Apenas uma imagem não queimou (Nossa Senhora de Fátima) e duas outras foram possíveis restaurar(Senhor dos Passos e Senhor Morto).
   Roberto com 75 anos,sendo quarta geração (Bisavô foi o primeiro) responsável pelo sino e também por cuidar das imagens existentes na Matriz,funções que exerce com muita alegria e amor.A atividade teve início quando o sino ficava no alto do Morro da Estação,conhecido também como Morro do Sol."Eu tinha que me virar em dois(risos).Corria lá no alto do morro tocar o sino,detalhe, com a própria mão,em seguida corria de volta para a Missa". Hoje o sino está ao lado da igreja ,fica no alto da torre,mas ele apenas precisa puxar a corda.
   .No fim da década de 50 a igreja precisou de reformas,o altar que era de madeira foi destruído pelos cupins,sendo a primeira parte a ser restaurada,passou os atuais ladrilhos hidráulicos."Lembro que uma das tábuas do assoalho tinha a data de falecimento de um Padre,penso eu que foi o primeiro,enterrado na nossa igreja.Essa relíquia eu guardei,mas,infelizmente foi queimada por engano".
   W, 1980 completou-se o salão paroquial,após apenas novas pinturas e pequenos concertos foram realizados.

Texto  do Jornal Sementes do Verbo - Ed. 01 - Maio 2012 - Paróquia Bom Jesus dos Aflitos.

sábado, 26 de maio de 2012


Topo Gigio - Saudade


sábado, 19 de maio de 2012

RITA M. BERTEMES - GENTE NOSSA

DONA TITINA  - 2002


  Natural de Porto Belo,nascida aos 08 de outubro de 1917,filha de Vandelino Patrício Guerreiro e Matilde Abraham,tem muitas histórias a contar sobre Porto Belo.
   Seu avô João Paulo (alemão) vindo de São Paulo,chegou no atual bairro de Perequê a cavalo e como havia lutado na guerra,logo recebeu o nome de Guerreiro.Gostou tanto do lugar que logo comprou ma fazenda e trouxe sua esposa Rita e filhos para residir,fazendo com que a localidade ficasse conhecida como Guerreiros.
   A atual Escola Reunida Catarina Benedita Guerreiro teve inicio através de um pedido ao governador da época Dr. Hercílio Luz,sendo sua fundadora e 1.ª professora a Sra Apolinária Abraham,tia de dona Titina.
     Conta ainda que nos tempos da guerra,durante a noite era proibido acender o candeeiro,pois poderia atrair algum bombardeio do inimigo.Durante o dia ela assava em um forno feito de barro na rua,rosca de polvilho para os soldados que aqui encontravam-se.
   Lembra com saudade que "preparou" muitas crianças para a 1.ª Comunhão,as quais eram sempre muito obedientes.

"Isso aqui era tudo mato,o povo tinha mais liberdade,pois não tinha roubos nem drogas".

"Crianças obedeçam sempre todas as pessoas"
          Dona Titina

NOMI JACÓ CRUZ - GENTE NOSSA

   Escrivão,natural de Porto Belo,nascido em 04 de março de 1935,filho de Venino Pereira da Cruz e Flaviana Santos Cruz.Casado com Elza Serpa Cruz,teve quatro filhas: Nilce,Nami,Patrícia e Valéria.
   Dedicado a todos,contador de histórias,buscava sempre obter novos conhecimentos através da leitura.Desde aos mais humildes até a grandes grandes autoridades,era dedicado e prestativo.Muitos ainda lembram da voz alta e alegre do jogador de loto,sentado alegremente no bar da saudosa "Dona Maria".
   O primeiro escrivão de Porto Belo foi Jacob Pereira da Cruz,nomeado ainda durante o império.Nesta época Porto Belo,que fora elevado a categoria de município em 1832,passou a ser Distrito do município de São Sebastião de Tijucas que pertencia a Comarca de São Miguel (atual Biguaçu). Os registros cartoriais portanto, começaram em Porto Belo por volta de 1880,tendo como escrivão Jacob Pereira da Cruz,nomeado pelo intendente do Imperador na província de Santa Catarina.
   A família Cruz mantem a tradição até os dias atuais,após o falecimento de Jacob Pereira da Cruz,este foi sucedido por seu filho Venino Pereira da Cruz (Tuta) e quando este aposentou-se  foi sucedido por seu filho Nomi Jacó Cruz que após sua aposentadoria ,foi sucedido por sua filha Patrícia Maria Cruz.
   Assim a família Cruz vem registrando e fazendo parte da história de Porto Belo,deixando sua marca em inúmeros documentos públicos,registrados no papel para sempre com suas belas caligrafias e não menos belas assinaturas.
   Responsabilidade,dedicação,atenção e alegria,são as principais marcas que o Sr Nomi deixou na história de Porto Belo.

Entrevistada: Patrícia Maria Cruz - 2002.

SERTÃO DO VALONGO

O tempo passa...tanta coisa para aprender,conhecer.....eu aqui parada....

Um sonho....estar lá....ouvindo...sentindo...vivendo...

Feche os olhos ..... e ..... dance....