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| Prefeito Mauro João Jaques em maio de 1998 |
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
ENERGIA ELÉTRICA
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
FESTA DE SÃO SEBASTIÃO
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
TIA SANTA - GENTE NOSSA
MEMÓRIAS DA TIA SANTA
Nesta bela cidade açoriana eu nasci e fiquei até os 20 anos. Adoro meu torrão natal!
Como dizia Casemiro de Abreu: “A sombra das bananeiras, debaixo dos laranjais”..., com toda liberdade para brincarmos na praia e tomar banhos de mar, nada poderia ser melhor. O mar era para mim uma área de lazer. Aprendi muito cedo a nadar e nadar muito. Fiz várias travessias até a ilha. Eram 1500 metros de distância, mesmo assim a percorria frequentemente, sem professor nem segurança nenhuma. Meus pais não se opunham que eu nadasse, o mar de Porto Belo é uma lagoa, muito calmo.
Como dizia Casemiro de Abreu: “A sombra das bananeiras, debaixo dos laranjais”..., com toda liberdade para brincarmos na praia e tomar banhos de mar, nada poderia ser melhor. O mar era para mim uma área de lazer. Aprendi muito cedo a nadar e nadar muito. Fiz várias travessias até a ilha. Eram 1500 metros de distância, mesmo assim a percorria frequentemente, sem professor nem segurança nenhuma. Meus pais não se opunham que eu nadasse, o mar de Porto Belo é uma lagoa, muito calmo.
ZONTA - GENTE NOSSA
Aurizontina Correia Buchen - 90 anos - Dona Zonta
Nascida em 02/10/1922
Filha de: Patrício José Correia e Floripes Andriani Correia
Quando criança, brincava muito de esconder com Risoleta e Íris.
Lembra quando jovem dos cadernos de Questionários"
Com quem queres casar?
Onde pretendes morar com ele?
Umas respondiam: Com ele moro até debaixo de uma pedra.
Escrevia na areia da praia:
Escrevi na areia fina
a saudade do meu bem
veio a água e carregou
não escrevo pra mais ninguém.
Pão por Deus
Lá vai meu coração
nas asas de um avião
vai pedir ao meu amor
nem que seja um beliscão
Lá vai meu coração
nas asas de uma andorinha
vai pedir
um pão por Deus
a minha querida madrinha
FESTA DE PASSOS
Vinha com a família de carretinha ,puxada a cavalo.
Estendiam uma toalha em frente a igreja e faziam o lanche: farofa,pão e galinha. Certo dia uma colega também foi e ofereceu para o Cinho um pescoço de galinha,ele logo foi comendo,para surpresa de todos,ainda tinha um bago de milho no pescoço.
Lembra dos bailes com saudade.O moço mais bonito da época era o Jamil Fadel.
Participou de muitas peças de teatro na escola,entre elas a mais famosa da época , que falava da guerra,dos navios que foram afundados.Ela era a estrela do teatro Quinta Coluna,representou Julieta Chaves.Muitas pessoas de Porto Belo foram.A peça foi apresentada em Tijucas,Blumenau e Florianópolis.
Hoje em dia, não gosta mais de sair de casa.Só sai para vir a Porto Belo,na casa(foto)que sempre veio com seu marido já falecido ,que fica ao lado da casa da vó Loca.Para conversar comigo,sentou pertinho do muro ao meu lado,porém comenta que só fica sentada perto da porta.Quando perguntada se já conhece o Pier que fica ao lado de sua casa,carinhosamente e com muito amor no olhar , responde:
" Não minha filha,não gosto mais de sair de casa,meu marido deve estar olhando e vai gostar de me ver em casa."
Ela certamente espera reencontrar o marido e poder dizer que ficou em casa a espera desse momento.
Isso certamente é AMOR.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
EDIR - GENTE NOSSA
EDIR REBELO SODRÉ
Nascida em 20/10/1933, filha de JOSÉ DE CALAZANS REBELO e de
ISMENIA DE MELO REBELO, casada com ENEDINO FRANCISCO SODRÉ nascido em 12/08/1931,
recorda com saudade seu tempo de juventude.
Muitas vezes ia ajudar dona Augusta a raspar a vela (Espalma
7), que era espalhada no chão do salão antes dos bailes. As raspas de velas, misturada
à farinha de milho, ajudavam os dançarinos a deslizarem pelo salão. O Clube
Aliança na época era arrendado pelo Sr João Serpa. Tinha também o Clube
Ideal,mas por motivos políticos,quem dançava num,não dançava no outro. Quando
os moços colocavam os lenços pendurados no arco do lampião,era hora de escolherem seu par e dançarem .
MARCA DA GASOSA: a moça que aceitasse a dança ganhava uma
gasosa
Lembra-se dos navios da marinha de guerra que aportou na
ponta da ilha, era o Jaguar e Rio Branco.
Na escola sua professora Áurea Costa, levava as crianças
para consultar com o médico do navio.
Recorda com saudade do pai Sr Canôr, que sempre lhe dizia:
“Não se mexe em nada do alheio, porque o alheio chora o seu
dono”.
“Quem come do alheio, um dia se engasga”.
“Quem tem fome tem pressa”
Assim eu o ouvia falar quando eu dizia para não dar o peixe
para os meninos que vinham esperar a rede do meu pai com pressa para pegar seu peixe.
Ele repetia: “Quem tem fome, tem pressa”. Para os meninos dizia:
“Não espreme gato; não joga areia, não avança”.
Cada um tinha seu quinhão,
dividido sempre em partes iguais.
Toda segunda-feira era dia de festa na fonte, dia da fofoca
dos bailes. Todas lavando a roupa e fofocando sobre quem roubou o namorado,
quem dançou muito.
BENZEDURAS
Cada pessoa tinha uma forma diferente de ser benzida.
Edir era sempre com
um ramo verde, sua irmã era com dente de alho, a amiga com pupa.
Benzedura para dor de cabeça
“Deus é sol
Deus é lua
Deus é toda claridade
Deus é as três
pessoas
Da Santíssima Trindade
Assim como essas
palavras
São verdade
Sairá dessa cabeça
Toda essa maldade”
Conta alegremente que certo dia a benzedeira muito “concentrada”,
benzia ela. Um gato viu um balaio cheio de peixe que estava perto da porta e
foi tentar comer um, a benzedeira, “concentrada” benzendo, viu o gato e gritou
no meio das benzeduras” Chispa diabo “(para o gato).
PASQUIM
Lembra muito bem dos pasquins da época, principalmente o que
o Sr Antônio fez para o Sr Bernardo, que casou e foi morar com sua esposa Maria,
levando sua irmã Frida para morar junto.
“Eu conheço em Porto
Belo
Um chupim inteligente
Que arrumou seu ninho
Feito pra ele e seu
parente.
Lá estão agasalhados
Num ninho já bem
antigo
O chupim inteligente
No ninho do inimigo
Até sabe se benzer
Vê que bicho
inteligente
Benze é no meio da
rua
Para divertir a gente
Por ser tão
inteligente
E não ter o que fazer
Na casa do seu
vizinho
O chupim foi se
benzer”
Recorda também que muitas vezes seu noivo Enedino vinha de
carroça do encruzo, quem vinha na boleia trazendo ele era a Neusa Abraham toda faceira, que gritava
para meu pai ao chegar:
“Bota água no feijão que chegou mais um”
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
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